Questões de trabalho
1.O que cria maior dificuldade na distinção entre ilocuç es e perlocuções?
Temos que separar a ação que fazemos de sua conseqüência. Em geral, se a ação não consiste em dizer algo, mas trata-se de uma ação "física" não convencional, a questão complica-se. Austin propõe deixar de lado a noção de ato físico mínimo, não teríamos qualquer tipo de designação para distinguir atos físicos de suas conseqüências.
2.Que ajuda podemos receber da natureza especial dos atos de dizer em contraste com ações físicas?
Quaisquer que sejam as conseqüências naturais e imediatas de um ato de dizer, estas não são normalmente outros atos de dizer. Temos aqui uma espécie de ruptura natural da cadeia.
3. Por que não há um divórcio completo entre ações "físicas" e atos de dizer algo?
Para realizar um ato ilocucionário é necessário realizar um ato locucionário, por exemplo, agradecer é dizer certas palavras. E dizer certas palavras é necessariamente fazer certos movimentos com os órgãos vocais.
4.Pode-se dizer que o ato ilocucionário é uma conseqüência do ato locucionário?
Austin preocupa-se em esclarecer que nem mesmo os atos "fáticos" e "réticos" s o conseqüência dos atos fonéticos. O que ele introduziu pela nomenclatura da ilocução é uma referência, não só conseqüências da locução, e sim uma referência só convenções da força ilocucionária relacionadas com as circunstâncias especiais da ocasião em que o proferimento é emitido.
5.Como explicar que o ato ilocucionário está relacionado com a produção de efeitos em certos sentidos?
Se não alcançar determinado efeito, o ato ilocucionário não terá sido bem sucedido. A realização de um ato ilocucionário envolve assegurar uma apreensão. Por ex.: não se pode dizer que Austin preveniu o auditório a menos que este escute o que ele diz e tome isso em um determinado sentido.
6. Que distinção Austin estabelece entre "tem efeito" de "produzir conseqüências"?
Ao dizer :"Batizo este navio com o nome de Queen Elizabeth" tem o efeito de batizar ou dar nome; se certos atos, tais como referir-se ao barco como generalíssimo Stalin, serão sem cabimento.
7. Por que muitos atos ilocucionários levam a uma resposta ou seqüela que pode ter uma ou duas direções?
Podemos distinguir, por um lado, argumentar, ordenar, prometer, sugerir e pedir, e por outro lado, oferecer, perguntar a alguém se deseja algo, e perguntar "sim" ou "não"? Se a resposta é concedida, isso requer um segundo ato por parte do protagonista do primeiro ato. Austin afirma ser lugar comum da linguagem com que se expressam as conseqüências que isso não pode ser incluído na parte inicial da ação.
8. Que diferença observar entre "estar ligado a efeitos" do fato de "produzir efeitos"?
A primeira caracteriza o ato ilocucionário, enquanto que a segunda o ato perlocucionário. Austin diz que temos que distinguir ações que possuem um objeto perlocucionário (convencer, persuadir) daquelas que simplesmente possuem uma seqüela perlocucionária. Assim, ao dizer "Tentei preveni-lo, mas só consegui alarmá-lo". O objeto perlocucionário de uma ilocução pode ser seqüela de outra. Conclui o autor que atos perlocucionários sempre tem seqüelas, mais do que objetos. Posso surpreender alguém por meio de uma locução, embora não existam fórmulas ilocucionárias "Surpreendo-te por ...", "" Perturbo-te por "," Humilho-te por ...."".
9. Que outro traço define um ato perlocucionário?
A resposta ou seqüela que se obtém possa ser conseguida adicionalmente por meios não-locucionários. Assim, posso intimidar alguém agitando um pedaço de pau ou apontando uma arma de fogo. Os atos perlocucionários podem (importa saber se sempre) obter suas respostas por meios não convencionais.
10. E relativamente atos ilocucionários?
Austin responde que não pode haver um ato ilocucionário a menos que os meios utilizados sejam convencionais, e portanto os meios para alcançar os fins de um ato desse tipo em forma não verbal tem de ser convencionais. Mas é difícil saber onde começam e terminam as convenções.
Temos que separar a ação que fazemos de sua conseqüência. Em geral, se a ação não consiste em dizer algo, mas trata-se de uma ação "física" não convencional, a questão complica-se. Austin propõe deixar de lado a noção de ato físico mínimo, não teríamos qualquer tipo de designação para distinguir atos físicos de suas conseqüências.
2.Que ajuda podemos receber da natureza especial dos atos de dizer em contraste com ações físicas?
Quaisquer que sejam as conseqüências naturais e imediatas de um ato de dizer, estas não são normalmente outros atos de dizer. Temos aqui uma espécie de ruptura natural da cadeia.
3. Por que não há um divórcio completo entre ações "físicas" e atos de dizer algo?
Para realizar um ato ilocucionário é necessário realizar um ato locucionário, por exemplo, agradecer é dizer certas palavras. E dizer certas palavras é necessariamente fazer certos movimentos com os órgãos vocais.
4.Pode-se dizer que o ato ilocucionário é uma conseqüência do ato locucionário?
Austin preocupa-se em esclarecer que nem mesmo os atos "fáticos" e "réticos" s o conseqüência dos atos fonéticos. O que ele introduziu pela nomenclatura da ilocução é uma referência, não só conseqüências da locução, e sim uma referência só convenções da força ilocucionária relacionadas com as circunstâncias especiais da ocasião em que o proferimento é emitido.
5.Como explicar que o ato ilocucionário está relacionado com a produção de efeitos em certos sentidos?
Se não alcançar determinado efeito, o ato ilocucionário não terá sido bem sucedido. A realização de um ato ilocucionário envolve assegurar uma apreensão. Por ex.: não se pode dizer que Austin preveniu o auditório a menos que este escute o que ele diz e tome isso em um determinado sentido.
6. Que distinção Austin estabelece entre "tem efeito" de "produzir conseqüências"?
Ao dizer :"Batizo este navio com o nome de Queen Elizabeth" tem o efeito de batizar ou dar nome; se certos atos, tais como referir-se ao barco como generalíssimo Stalin, serão sem cabimento.
7. Por que muitos atos ilocucionários levam a uma resposta ou seqüela que pode ter uma ou duas direções?
Podemos distinguir, por um lado, argumentar, ordenar, prometer, sugerir e pedir, e por outro lado, oferecer, perguntar a alguém se deseja algo, e perguntar "sim" ou "não"? Se a resposta é concedida, isso requer um segundo ato por parte do protagonista do primeiro ato. Austin afirma ser lugar comum da linguagem com que se expressam as conseqüências que isso não pode ser incluído na parte inicial da ação.
8. Que diferença observar entre "estar ligado a efeitos" do fato de "produzir efeitos"?
A primeira caracteriza o ato ilocucionário, enquanto que a segunda o ato perlocucionário. Austin diz que temos que distinguir ações que possuem um objeto perlocucionário (convencer, persuadir) daquelas que simplesmente possuem uma seqüela perlocucionária. Assim, ao dizer "Tentei preveni-lo, mas só consegui alarmá-lo". O objeto perlocucionário de uma ilocução pode ser seqüela de outra. Conclui o autor que atos perlocucionários sempre tem seqüelas, mais do que objetos. Posso surpreender alguém por meio de uma locução, embora não existam fórmulas ilocucionárias "Surpreendo-te por ...", "" Perturbo-te por "," Humilho-te por ...."".
9. Que outro traço define um ato perlocucionário?
A resposta ou seqüela que se obtém possa ser conseguida adicionalmente por meios não-locucionários. Assim, posso intimidar alguém agitando um pedaço de pau ou apontando uma arma de fogo. Os atos perlocucionários podem (importa saber se sempre) obter suas respostas por meios não convencionais.
10. E relativamente atos ilocucionários?
Austin responde que não pode haver um ato ilocucionário a menos que os meios utilizados sejam convencionais, e portanto os meios para alcançar os fins de um ato desse tipo em forma não verbal tem de ser convencionais. Mas é difícil saber onde começam e terminam as convenções.
Nenhum comentário:
Postar um comentário